A Fundação La Salette vai apresentar o projecto Berço Vidreiro, que marcará o regresso de Oliveira de Azeméis à fileira da produção vidreira.A apresentação decorre este sábado, em Oliveira de Azeméis, pelas 11h30 no parque La Salette (Casa das Heras).O projecto - envolvendo a Fundação, a autarquia local e um parceiro privado – visa promover a história do vidro através da produção de objectos ao vivo e da sua comercialização.A importância secular de Oliveira de Azeméis no sector vidreiro e a vontade de “ressuscitar” esse património histórico estão na base da criação do Berço Vidreiro, que funcionará na Casa das Heras, no parque de La Salette.A primeira fábrica de produção de vidro do país surgiu em Oliveira Azeméis no último quartel do século XV.
Fonte:www.alertapress.net
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
CM-OAZ Online
A Fundação La Salette (FLS) anunciou a criação do Berço Vidreiro de Oliveira de Azeméis. O projecto - envolvendo a FLS, a autarquia local e um parceiro privado – visa promover a história do vidro através da produção de objectos ao vivo e da sua comercialização.A importância secular de Oliveira de Azeméis no sector vidreiro e a vontade de 'ressuscitar' esse património histórico estão na base da criação do Berço Vidreiro que funcionará na Casa das Heras, no parque de La Salette.Segundo Hermínio Loureiro, presidente do conselho de Administração da FLS, a infra-estrutura começará a laborar durante o mês de Maio. 'O espaço servirá para que as escolas, as crianças e todos os utentes do parque possam ver, ao vivo, como se trabalha o vidro', referiu Hermínio Loureiro, acrescentando 'estar-se a dar mais um passo importante na valorização e promoção do património do concelho, em particular da indústria vidreira'. O Berço Vidreiro dará a conhecer os processos de fabrico do vidro, promovendo e comercializando os objectos que serão produzidos ao vivo. Para João Paulo Xará - responsável pela gestão operacional do projecto -, 'é ainda intenção promover o vidro através da realização de acções de formação', dinamizar o parque e promover a criação do museu do vidro, 'uma aspiração legítima da população oliveirense'.A Câmara de Oliveira de Azeméis continua empenhada em criar um espaço museológico ligado à indústria 'onde o vidro tenha um lugar especial', disse o presidente da autarquia, Ápio Assunção. Para o autarca, a abertura do berço da indústria vidreira insere-se na política de defesa deste património que a autarquia tem desenvolvido nos últimos anos. A primeira fábrica de produção de vidro do país surgiu em Oliveira Azeméis no último quartel do século XV.
Fonte:www.cm-oaz.pt
Fonte:www.cm-oaz.pt
Berço Vidreiro – 100 dias de actividade
O Berço Vidreiro iniciou a sua actividade há mais de três meses. Este projecto com cariz turístico e que visa a promoção do vidro tem tido uma procura “satisfatória”. Os promotores querem tornar o espaço numa marca reconhecida e que promova o concelho. A Fundação La Salette, a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis e António Xará, um investidor privado, retomaram a fileira do vidro em Oliveira de Azeméis. Esta actividade assume particular importância no nosso concelho, uma vez que foi na Quinta do Côvo, no século XV, que nasceu o vidro em Portugal.Há cerca de seis meses foi dado a conhecer o Berço Vidreiro, um projecto com o intuito de promover o vidro e dinamizar o Parque de La Salette.Para que a “sala de visitas de Oliveira de Azeméis” pudesse receber esta estrutura, foi recuperada a Casa das Heras, pois ocupa um lugar “estratégico para a preservação da memória colectiva oliveirense”. Aqui, os visitantes têm a oportunidade de ver como se trabalha o vidro, uma vez que há dois artistas a executar esta arte ao vivo, conforme defendeu Hermínio Loureiro na ocasião.Agora, passados mais de 100 dias depois da abertura ao público, o balanço é positivo. Paulo Xará diz que gostaria que tivesse mais procura, “mas tem sido satisfatória”. Para além dos diversos frequentadores do Parque de La Salette, o Berço Vidreiro recebe a visita de várias escolas e entidades de apoio a idosos locais.Ainda segundo este gestor, o objectivo mais imediato é “estabilizar, consolidar e alicerçar este projecto”, apontado agora em peças alusivas a esta época natalícia que se avizinha.Regresso do vidro com nostalgiaUma década depois de ter sido decretada falência do Centro Vidreiro, surge esta iniciativa. É com saudosismo que muitas pessoas ligadas ao vidro se deslocam à Casa das Heras. De acordo com Paulo Xará, o feedback que recebe é bom. “As pessoas louvam a iniciativa e é uma mais valia para o parque. Muitos vêm cá por causa do Berço Vidreiro”, afirmou.Agora o objectivo mais imediato é introduzir as peças aqui fabricadas nas lojas de comércio. “É um artigo que está a nascer no mercado e já temos alguns clientes na região”, disse.Sucesso depende dos oliveirenses Amaro Simões deixou um desafio aos oliveirenses. “O Berço Vidreiro será aquilo que eles quiserem. A Fundação La Salette já fez o que lhe competia, aceitando o desafio de recuperar a fileira do vidro em Oliveira de Azeméis”, defendeu, apelando às entidades locais para introduzirem as peças de vidro nas suas ofertas aquando das comemorações oficiais ou como lembranças.O que, para Paulo Xará, apenas “dignifica as próprias instituições”, pois oferecem algo “único e feito em Oliveira de Azeméis”. Para além dos preços serem, relativamente, atractivos, com peças que custam desde 7 a 45 euros.No Berço Vidreiro fazem-se, essencialmente, peças de decoração que dependem muito da criatividade e imaginação do vidreiro. Projectos para o futuroPara já a direcção do Berço Vidreiro não quer avançar os seus projectos para o futuro próximo. Todavia, António Xará adiantou que estão a pensar estabelecer uma parceria com as escolas do concelho para começar uma recolha de garrafas de vidro brancas para depois serem recicladas nas suas instalações. A intenção é envolver os alunos nesta recolha e depois eles verem como se fazem as peças. Está a ser pensado, ainda, a atribuição de um prémio à instituição que mais material recuperar.Os artistas de serviço António Maraia trabalha há 50 anos nesta arte, tendo começado com 10 anos. Agora faz vidro por prazer, ganhou “o bichinho”. Na opinião deste artesão, o projecto é importante para salvaguardar esta tradição. “Gostava de ver mais rapaziada nova a aprender para não deixar morrer esta arte”, defendeu, afirmando que é uma actividade que “custa um bocado” devido às elevadas temperaturas, mas “tudo vai do hábito”.Alfredo Morgal afirmou, também, que está a fazer aquilo que gosta. Com 49 anos, trabalha o vidro há 36 anos, desde os seus 13 anos. Para este artista, o Berço Vidreiro é algo “muito importante, pena não ter sido criado mais cedo”, lamentando, igualmente, que não haja pessoas a aprender a trabalhar o vidro. “É uma arte difícil. Podem aparecer 100 aprendizes e nenhum servir para trabalhar o vidro. É preciso ter vocação e amar muito o que se faz”, afirmou. =======================================================================Fonte: Fonte:Correio de Azeméis
Noticia Site (emaveiro.com)
Berço Vidreiro preserva tradição em Oliveira de Azeméis
Primeiros meses com balanço positivo
Na hora de fazer o balanço dos primeiros meses de actividade do Berço Vidreiro, Paulo Xará, gestor do projecto, afirma que a receptividade está a corresponder às expectativas e realça os milhares de visitas recebidas em Agosto
Cerca de três meses após a inauguração, o Berço Vidreiro segue de boa saúde, garante Paulo Xará, responsável pela gestão operacional do projecto. «Está a correr dentro das expectativas», recebendo visitas de famílias, escolas e muitos turistas. «Em Agosto tivemos milhares de visitantes», lembra. Pela Casa das Heras, que abriga este projecto, têm passado desde pré-primárias e escolas a lares de idosos. A produção de vidro, «uma arte bonita de se ver fazer» como sublinha o gestor, vai atraindo diferentes grupos de visitantes, alguns dos quais vêm especialmente para conhecer esta iniciativa. Em curso está já um programa de cooperação com as escolas que pretende, para além da divulgação desta tradição regional, incentivar os mais pequenos a reciclar o vidro. «As crianças são convidadas a trazer garrafas e vir ver a criação de novo vidro a partir daquele que eles entregaram», explica Paulo Xará. O projecto deverá ter início já na próxima semana, estando a ser pensados um conjunto de incentivos para levar as crianças a reciclar o maior número de garrafas e frascos. «Vai ser entregue uma peça à crianças que entregar mais garrafas ou, se isso for muito complicado, à turma ou à escola que mais participar», salientou. Para os próximos meses, Paulo Xará espera que as visitas ao Berço Vidreiro sejam alargadas a mais escolas - «do concelho, do distrito e mesmo de outros pontos do país», disse o gestor. Museu do Vidro é objectivo final No local são comercializadas as peças criadas, havendo já algumas iniciativas no sentido de introduzir estas peças nas lojas da região. A parte das vendas tem tido um início complicado, como explica Paulo Xará, que considera, no entanto, ser «razoável» a procura. O Berço Vidreiro foi criado com o intuito de promover o vidro e defender esta tradição local, já que Oliveira de Azeméis foi berço da primeira fábrica de produção de vidro do país, no último quartel do século XV. O projecto envolve a Fundação La Salette, a autarquia local e António Xará, investidor privado. Como objectivo máximo, congregando a promoção da história do vidro através da produção de objectos ao vivo e da sua comercialização, o Berço Vidreiro quer ser o embrião do futuro museu do vidro, uma aspiração antiga da população local. É conhecida a importância de Oliveira de Azeméis no sector vidreiro, retomado passada uma década da falência do Centro Vidreiro. Outro dos objectivos deste projecto é o de dinamizar o Parque de La Salette, onde se situa a Casa das Heras. A recuperação do edifício e a aquisição da maquinaria resultaram num investimento de cerca de 50 mil euros. Paulo Xará não fala, para já, na amortização deste valor.
Fonte:www.emaveiro.com
Primeiros meses com balanço positivo
Na hora de fazer o balanço dos primeiros meses de actividade do Berço Vidreiro, Paulo Xará, gestor do projecto, afirma que a receptividade está a corresponder às expectativas e realça os milhares de visitas recebidas em Agosto
Cerca de três meses após a inauguração, o Berço Vidreiro segue de boa saúde, garante Paulo Xará, responsável pela gestão operacional do projecto. «Está a correr dentro das expectativas», recebendo visitas de famílias, escolas e muitos turistas. «Em Agosto tivemos milhares de visitantes», lembra. Pela Casa das Heras, que abriga este projecto, têm passado desde pré-primárias e escolas a lares de idosos. A produção de vidro, «uma arte bonita de se ver fazer» como sublinha o gestor, vai atraindo diferentes grupos de visitantes, alguns dos quais vêm especialmente para conhecer esta iniciativa. Em curso está já um programa de cooperação com as escolas que pretende, para além da divulgação desta tradição regional, incentivar os mais pequenos a reciclar o vidro. «As crianças são convidadas a trazer garrafas e vir ver a criação de novo vidro a partir daquele que eles entregaram», explica Paulo Xará. O projecto deverá ter início já na próxima semana, estando a ser pensados um conjunto de incentivos para levar as crianças a reciclar o maior número de garrafas e frascos. «Vai ser entregue uma peça à crianças que entregar mais garrafas ou, se isso for muito complicado, à turma ou à escola que mais participar», salientou. Para os próximos meses, Paulo Xará espera que as visitas ao Berço Vidreiro sejam alargadas a mais escolas - «do concelho, do distrito e mesmo de outros pontos do país», disse o gestor. Museu do Vidro é objectivo final No local são comercializadas as peças criadas, havendo já algumas iniciativas no sentido de introduzir estas peças nas lojas da região. A parte das vendas tem tido um início complicado, como explica Paulo Xará, que considera, no entanto, ser «razoável» a procura. O Berço Vidreiro foi criado com o intuito de promover o vidro e defender esta tradição local, já que Oliveira de Azeméis foi berço da primeira fábrica de produção de vidro do país, no último quartel do século XV. O projecto envolve a Fundação La Salette, a autarquia local e António Xará, investidor privado. Como objectivo máximo, congregando a promoção da história do vidro através da produção de objectos ao vivo e da sua comercialização, o Berço Vidreiro quer ser o embrião do futuro museu do vidro, uma aspiração antiga da população local. É conhecida a importância de Oliveira de Azeméis no sector vidreiro, retomado passada uma década da falência do Centro Vidreiro. Outro dos objectivos deste projecto é o de dinamizar o Parque de La Salette, onde se situa a Casa das Heras. A recuperação do edifício e a aquisição da maquinaria resultaram num investimento de cerca de 50 mil euros. Paulo Xará não fala, para já, na amortização deste valor.
Fonte:www.emaveiro.com
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